Esoterismo



Etimologicamente, a palavra deriva do vocábulo grego eisothéo, cujo sentido é “faço entrar”, e esoterikós, “dentro”, “oculto”. O termo era utilizado para designar as lições de uma doutrina secreta que certos filósofos antigos transmitiam somente a alguns iniciados. Os mestres da antiguidade tinham por hábito reservar certos conhecimentos e destinar seu ensinamento somente a alguns poucos discípulos eleitos. Juntamente com exotérico, seu antônimo, a expressão era utilizada com freqüência nas Escolas de Platão e Pitágoras. Este último tinha o hábito de dividir sua escola em dois grupos: num deles, ficavam os alunos propriamente ditos a quem eles denominava esotéricos e no outro, os que pretendiam fazer parte do primeiro grupo, os exotéricos. Com relação à Platão, esotérico se referia aos ensinamentos do mestre, que dividia seus ensinamentos em dois tipos. A parte mais complexa e difícil de suas teorias as ensinava apenas aos melhores alunos, dotados de inteligência acima da média. A parte de sua doutrina que ele considerava mais vulgar, ele a transmitia através de escritos. Foi somente posteriormente que o esoterismo se revelou como uma forma de conhecimento secreto, adquirido através de faculdades além do raciocínio baseadas na intuição e na transcendência. Com isso buscava-se chegar à Philosophia Perennis, cujos conhecimentos são imutáveis, independentemente do contexto cultural ou época.


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