Quase todas as pessoas hoje derivadas da Reforma, e até mesmo alguns crentes batistas, têm uma reverência tão descomunal a aqueles que Roma denominou de "pais da Igreja" (o nome verdadeiro devia ser "pais das HERESIAS do Romanismo"), que isto se transforma quase numa idolatria: gastam anos e anos estudando/memorizando maravilhados as palavras daqueles homens, dando-lhes um valor enorme, às vezes lendo-os muito mais que à Bíblia, às vezes crendo mais nelas do que nas palavras da Bíblia tomadas em sentido simples, normal, literal. A cada 2 minutos ao falarem e cada 50 linhas ao escreverem, estão citando, como se fosse a palavra final, Agostinho pra cá, Eusébio pra lá, até mesmo o hiper herege Orígenes (quando não estão citando, como se fosse palavra final, Lutero pra cá, Calvino ou Arminius pra lá, até mesmo o Catecismo de Westminster e as "sagradas" confissões doutrinárias de suas denominações. Arre!). Esquecem que a igreja romana, ao realmente nascer com Constantino no século 4 e ficar plenamente formada com Gregório no século 7, eliminou os escritos dos milhares de pastores e pregadores fiéis a Deus e contrários às heresias de Roma, e somente deixou sobreviver os escritos de umas poucas dezenas de pastores e pregadores que foram os grandes introdutores das heresias adotadas por Roma.
Este um EXCELENTE artigo sobre o assunto, muito bem expondo as terríveis e inaceitáveis heresias desses "pais das HERESIAS do Romanismo".
Hélio.
Muitas pessoas têm entrado na Igreja Católica Romana através da larga porta dos
"pais da Igreja", e este artigo é uma sonora advertência para os dias
de hoje, quando há uma difundida atração para os "pais da Igreja"
dentro do evangelicalismo.
Os ministros apologéticos católicos usam os "pais da Igreja" para
provar que as doutrinas de Roma remontam aos primeiros séculos. No livro Born
Fundamentalist, Born Again Catholic (Nascido Fundamentalista, Nascido Novamente
Católico), David Currie continuamente usa os pais da Igreja para apoiar a sua
posição. Ele diz, "O
outro grupo de autores a quem os evangélicos deveriam ler... são os primeiros pais
da Igreja"
(pág. 4).
O “movimento de oração contemplativa” é construído sobre esta mesma fundação fraca.
O falecido Robert Webber, professor do Wheaton College, era um dos principais
patrocinadores deste movimento de volta para os "pais da Igreja", e ele
disse:
"Os
primeiros pais podem nos levar de volta ao que é comum e nos ajudar a nos
alinharmos [todos] atrás das várias tradições que foram deixadas para trás...
Aqui é onde está nossa unidade. ... evangélicos precisam ir além de [meramente]
falar sobre a unidade da igreja, e experimentar isto através de uma atitude de
aceitação da igreja como um todo e uma entrada em diálogo com o [católico
grego] ortodoxo, com o católico [romano], e com outros corpos
protestantes"
(Ancient-Future Faith, 1999, p. 89).
O fato é que a maioria dos "primeiros
pais" foi herética! [ênfase adicionada por Hélio.]
Esta expressão [“pais da Igreja”] se refere a vários líderes de igrejas dos
primeiros séculos depois dos apóstolos, [líderes] que tiveram seus escritos preservados.
Os únicos “pais da Igreja” genuínos são os apóstolos e profetas, aqueles cujos escritos
foram dados por divina inspiração e registrados na Santa Escritura. Eles nos
deram a “...fé de- uma- vez- por- todas havendo
sido entregue aos santos,” (Jd 1:3 LTT). A fé [todo o corpo de
doutrinas] que eles entregaram pode nos fazer “...
perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” (2Tm 3:16-17 ACF).
Nós não precisamos de nada além da Bíblia. O
ensino dos "pais de igreja" não contém um jota ou til de revelação
divina.[ênfase
adicionada por Hélio.]
O termo "pais da Igreja" é uma designação incorreta que foi derivada
da falsa doutrina (da Igreja Católica Romana) de sistema hierárquico de igreja.
Aqueles homens não foram os "pais" da Igreja em nenhum sentido
bíblico, e não tiveram nenhuma autoridade divina. Eles somente eram os líderes
de igrejas de vários lugares que deixaram um registro de sua fé [fé, tanto no
sentido de total confiar pessoal, como no sentido de corpo de doutrinas crida e
pregada e praticada]. Mas a Igreja Católica Romana os exaltou a um nível de
autoridade além dos limites designados pela Bíblia, transformando-os em "pais"
sobre as igrejas localizadas dentro de regiões inteiras e sobre as igrejas do
mundo inteiro.
Os “pais da Igreja” estão agrupados em quatro divisões:
- pais apostólicos (segundo século),
- pais ante-nicenos (segundo e terceiro séculos),
- pais nicenos (quarto século) e
- pais pós-nicenos (quinto século).
Nicenos refere-se ao Concílio de Nicéia em 325, o qual debateu a questão do arianismo
e afirmou a doutrina da deidade de Cristo. Portanto, os pais ante-nicenos são
assim chamados porque viveram no século anterior a este concílio, e os pais pós-nicenos
são assim chamados porque viveram no século seguinte a tal concílio.
Todos os "pais de igreja" foram infetados com alguma falsa doutrina,
e a maioria deles foi seriamente infectada. Até mesmo os denominados pais apostólicos
do segundo século estavam ensinando o falso evangelho que o batismo, o celibato,
e o martírio proveriam perdão de pecados (Howard Vos, Exploring Church
History, pág. 12). E, a respeito dos "pais" posteriores, -- Clemente,
Orígenes, Cirilo, Jerônimo, Ambrósio, Agostinho, Teodoro, e João Crisóstomo -- o
mesmo historiador admite: "Nas
suas vidas e ensinos, achamos a semente de quase tudo aquilo que surgiu depois.
Em forma de semente aparecem os dogmas do purgatório, transubstanciação,
mediação sacerdotal, regeneração batismal, e o inteiro sistema
sacramental"
(Vos, pág. 25).
De fato, um dos pais pós-nicenos é Leão, o Grande, o primeiro papa católico romano!
Portanto, os "pais de igreja" são de fato os pais da Igreja Católica Romana.
Eles são os homens que puseram o fundamento da apostasia que produziu o Romanismo
e a Ortodoxia grega.
Os escritos do Novo Testamento freqüentemente advertem que haveria uma apostasia,
um abandono da fé [todo o corpo de doutrinas] entre os cristãos professos. Os
apóstolos e profetas disseram que esta apostasia já tinha começado nos seus
dias e tinham advertido que elas [a apostasia e o abandono da fé [todo o corpo
de doutrinas] ] aumentariam à medida que o tempo do retorno de Cristo ficasse
mais próximo.
Paulo testemunhou disto em muitos lugares, dando um vislumbre da investida maligna
que já estava infestando a obra de Deus. Considere a última mensagem dele aos
pastores em Éfeso (Atos 20:29-30). Paulo os advertiu que aqueles falsos mestres
viriam de fora e também surgiriam de dentro de seus próprios grupos. Considere
a segunda epístola dele para Corinto (2 Cor. 11:1-4, 12-15). Os falsos mestres
eram ativos em Corinto e estavam corrompendo três das doutrinas cardeais da fé
[todo o corpo de doutrinas] NeoTestamentária: a doutrina a respeito de Cristo,
a doutrina a respeito da salvação, e a doutrina a respeito do Espírito Santo; e
as igrejas estavam em perigo de ser subvertidas por estes erros. Considere as advertências
de Paulo a Timóteo em 1 Tm 4:1-6 e 2 Tm 3:1-13 e 4:3-4.
“29 Porque eu sei isto que, depois da minha
partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; 30
E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas,
para atraírem os discípulos após si.” (At 20:29-30 ACF)
“1 ¶ QUISERA eu me suportásseis um pouco na minha loucura! Suportai-me, porém,
ainda. 2 Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho
preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a
Cristo. 3 Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia,
assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem
da simplicidade que há em Cristo. 4 Porque, se alguém for pregar-vos outro
Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não
recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” (2Co
11:1-4 ACF)
“12 Mas o que eu faço o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a
fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. 13 Porque
tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos
de Cristo. 14 E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo
de luz. 15 Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em
ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.” (2Co
11:12-15 ACF)
“1 ¶ MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão
alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria
consciência; 3 Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos
que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem
deles com ações de graças; 4 Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há
nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças. 5 Porque pela palavra de
Deus e pela oração é santificada. 6 ¶ Propondo estas coisas aos irmãos, serás
bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina
que tens seguido.” (1Tm 4:1-6 ACF)
“1 ¶ SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. 2
Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos,
blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 3 Sem afeto
natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para
com os bons, 4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do
que amigos de Deus, 5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.
Destes afasta-te. 6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e
levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias
concupiscências; 7 Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da
verdade. 8 E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes
resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à
fé. 9 Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario,
como também o foi o daqueles. 10 ¶ Tu, porém, tens seguido a minha doutrina,
modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, 11 Perseguições e
aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio, e em Listra;
quantas perseguições sofri, e o SENHOR de todas me livrou; 12 E também todos os
que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições. 13 Mas os
homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.”
(2Tm 3:1-13 ACF)
“3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão
nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias
concupiscências; 4 E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”
(2Tm 4:3-4 ACF)
Pedro dedicou o inteiro segundo capítulo da sua segunda epístola a este tema.
Ele advertiu no verso um que haveria falsos mestres que introduziriam "heresias de perdição", referindo-se a
heresias que negam a condenação da alma ao inferno eterno. Por exemplo, se
alguém nega o nascimento virginal, a deidade, a [perfeita] humanidade, a impecabilidade,
a eternidade, a expiação, ou a ressurreição de Jesus Cristo, não pode ser
salvo. Heresias relativas a esses assuntos são heresias que condenam [ao
inferno]. A corrupção da "doutrina a respeito de [e dada por] Cristo"
resulta em um "falso Cristo."
João fornece alerta semelhante em suas epístolas (1João 2:18, 19, 22; 4:1-3;
2João 7-11).
“18 ¶ Filhinhos, é já a última hora; e, como
ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos,
por onde conhecemos que é já a última hora. 19 Saíram de nós, mas não eram de
nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se
manifestasse que não são todos de nós.” (1Jo 2:18-19 ACF)
“Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o
anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.” (1Jo 2:22 ACF)
“1 ¶ AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de
Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. 2 Nisto
conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo
veio em carne é de Deus; 3 E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo
veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já
ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.” (1Jo 4:1-3 ACF)
“7 ¶ Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam
que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. 8 Olhai
por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o
inteiro galardão. 9 Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de
Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao
Pai como ao Filho. 10 ¶ Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina,
não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. 11 Porque quem o saúda tem
parte nas suas más obras.” (2Jo 1:7-11 ACF)
Dirigindo-se às sete igrejas em Apocalipse 2-3, o Senhor Jesus Cristo advertiu
que muitas das igrejas apostólicas já eram fracas e estavam sob severa pressão por
ataques heréticos (Ap. 2:6, 14-15, 20-24; 3:2, 15-17).
“Tens, porém, isto: que odeias as obras dos
nicolaítas, as quais eu também odeio.” (Ap 2:6 ACF)
“14 Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a
doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos
de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem.
15 Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio.”
(Ap 2:14-15 ACF)
“20 Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa,
ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos
sacrifícios da idolatria. 21 E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua
prostituição; e não se arrependeu. 22 Eis que a porei numa cama, e sobre os que
adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas
obras. 23 E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu
sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as
vossas obras. 24 Mas eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a
todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as
profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei.” (Ap 2:20-24 ACF)
“Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não
achei as tuas obras perfeitas diante de Deus.” (Ap 3:2 ACF)
“15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou
quente! 16 Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da
minha boca. 17 Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho
falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;”
(Ap 3:15-17 ACF)
Assim, nos dias dos apóstolos, a fé [todo o corpo de doutrinas] do Novo
Testamento estava sendo atacada por todos os lados pelo gnosticismo, judaísmo, nicolaitismo,
e outras heresias.
E os apóstolos e profetas alertaram que essa apostasia deveria aumentar.
Paulo disse, “Mas os homens maus e enganadores irão
de mal para pior, enganando e sendo enganados.” (2Tm 3:13 ACF). Isto
descreve o curso da era da Igreja em termos da expansão da heresia!
Então, não é surpreendente achar erros doutrinários prevalecendo entre as igrejas
dos primeiros séculos.
Ademais, temos somente um registro muito parcial dos primeiros séculos, e os
escritos sobreviventes foram severamente filtrados por Roma. A Igreja Católica
Romana esteve no poder por um inteiro milênio, e sua Inquisição alcançou os
cantos mais distantes de Europa e além. Roma fez tudo em seu poder para
destruir os escritos daqueles que divergiam dela. Considere os valdenses. Estes
cristãos (que viveram no norte da Itália e no sul da França e em outros lugares,
durante a Idade Média) foram cruelmente perseguidos por Roma durante séculos.
Embora saibamos que os valdenses têm uma história que começa no 11º século
senão antes dele [Hélio
acredita que ininterruptamente houve igrejas fiéis entre os valdenses, desde o
século 2 até os séculos 14 e 15],
o registro histórico deles quase foi destruído completamente por Roma. Só um
punhado de todos os escritos valdenses foi preservado, sobreviveu durante todos
esses séculos.
Então, não é surpreendente que os escritos dos primeiros séculos que
sobreviveram às perseguições e chegaram às nossas mãos no presente tempo sejam,
na sua grande maioria, simpáticos às doutrinas de Roma. Isto não prova que a maioria das igrejas teve então a doutrina católica
romana. Somente prova que esses escritos simpatizantes para com Roma foram
permitidos sobreviver. [ênfase adicionada por Hélio.] Nós sabemos que muitas igrejas que existiram
nesses primeiros séculos não concordaram com a doutrina romana, porque eles
foram perseguidos pelos romanistas e são mencionados nos escritos dos "pais
de igreja."
Inácio foi o bispo
de Antioquia no começo do segundo século. Ele foi preso aproximadamente no ano
110 e foi enviado para Roma para ser julgado e martirizado.
1. Ele ensinou que [um conjunto de] igrejas [em uma região geográfica] deveria
ter [vários] anciãos e um [só] bispo governante [sobre todos]; em outras
palavras, ele estava exaltando um bispo acima de outro, enquanto que, na
Escritura, os termos "bispo" e "ancião" referem-se à mesma condição
e ao mesmo humilde ofício dentro da assembléia (Tito 1:5-7).
2. Ele ensinava que todas as igrejas são parte de uma igreja universal.
3. Ele afirmou que uma igreja não tem autoridade para batizar ou conduzir a ceia
do Senhor a menos que tenha um bispo.
Estes relativamente inocentes erros ajudaram a preparar o caminho para mais erros
no século seguinte.
Quando Justino
abraçou o cristianismo, ele manteve algumas das filosofias pagãs em que ele já
cria.
1. Ele interpretou as Escrituras alegoricamente e misticamente.
2. Ele ajudou a desenvolver a idéia de um “estado intermediário” após a morte, o
qual não seria céu nem inferno. Posteriormente, essa doutrina tornou-se naquela
do purgatório, [da Igreja Católica] Romana.
Irineu foi pastor
em Lion, França, e deixou um polêmico escrito intitulado Contra as Heresias,
por volta do ano 185.
1. Ele apoiou a autoridade dos bispos, [cada um] como dominador sobre [várias]
igrejas.
2. Ele defendeu a tradição da igreja acima das Escrituras. Por essa razão ele é
declarado pela Igreja Católica como um dos que a ela pertencem.
3. Ele ensinou a heresia católica da “presença viva” dizendo: “A Eucaristia torna-se o corpo de
Cristo.”
1. Clemente liderou a alegorizante escola de Alexandria, desde 190 a 202. Esta escola foi fundada por Pantaenus.
2. Clemente misturou intimamente a filosofia de Platão com o cristianismo.
3. Ele ajudou a desenvolver a doutrina do purgatório, e acreditava que
[praticamente] todo homem eventualmente seria salvo.
Tertuliano viveu em Cartago, no norte da África (localizada na costa do Mar
Mediterrâneo na moderna Tunísia, entre a Líbia e a Argélia).
1. Embora lutasse contra o gnosticismo, ele também exaltou a autoridade da
igreja acima daquilo que é reconhecido na Bíblia. Ele ensinou que a autoridade
da igreja vem através de sucessão apostólica [Nota de Hélio: dentre os
Batistas da Noiva, alguns, os “Sucessionistas”, caem nesta mesma heresia, sempre
brigando e ensinando que um batismo e uma igreja batista só são válidos se
puderem comprovar que procedem de um batizador e de uma igreja ‘fiéis e
válidos’, isto é, que possam comprovar que procedem de outro batizador e
de outra igreja ainda mais antiga e que sejam ‘fiéis e válidos’, isto é, que
..., retrocedendo até um dos apóstolos, e estes a Cristo, tudo isto numa cadeia
sem faltar nenhum elo e sem nenhum desses elos talvez ter sido ‘demasiadamente
maculado’, senão a atual igreja terá que ser dissolvida e reorganizada sob uma
igreja válida, e os batismos terão que ser refeitos sob um batizador válido .
Ver http://solascriptura-tt.org/EclesiologiaEBatistas/NoivaBatistaExtremados-Longo-Helio.htm]
2. Ele acreditava que o pão da ceia do Senhor era Cristo [física, corporal, literalmente],
e preocupa-se sobremodo acerca das migalhas que caíam ao chão.
3. Ele adotou o montanismo, crendo que Montano proclamava profecias por
inspiração de Deus.
4. Ele ensinou que viúvas que recasassem cometeriam fornicação.
5. Ele ensinou que o batismo é [essencial] para o perdão de pecados.
6. Ele classificou os pecados em três categorias, e creu na confissão de
pecados aos clérigos.
7. Ele disse que a alma humana foi vista, em uma visão, como sendo “suave, luminosa e da cor do ar”. Ele afirmou que todas as almas humanas
estavam em Adão [já formadas, diferenciadas] e foram transmitidas para nós com
a mancha do pecado original que estava sobre ele.
8. Ele ensinou que houve um tempo em que o Filho de Deus não existiu e, neste
tempo, Deus não era um Pai.
9. Ele ensinou que Maria foi a segunda Eva e que, por sua obediência, redimiu a
desobediência da primeira Eva.
Cipriano foi bispo de Cartago na África.
1. Ele era tirânico e abastado, e escreveu contra as igrejas novacianas por
causa dos esforços delas para manterem a membresia da igreja pura.
2. Cipriano defendeu a doutrina antibíblica que certos [pastores, a saber, os] bispos,
teriam autoridade sobre outras igrejas, e que todos os pastores [dessas igrejas
inferiores] deveriam se submeter a ele.
3. Ele apoiou a heresia do batismo infantil.
Não é de se admirar que a Igreja Católica o fez um dos seus “santos”.
Embora sofresse perseguição e tortura pela causa de Cristo, sob o imperador
Décio, no ano de 250, Orígenes era cheio de falsos ensinos. O caráter de
Orígenes é descrito pelo historiador luterano Mosheim como "uma combinação de contrários:
sábio e imprudente; perspicaz e estúpido; criterioso e precipitado; inimigo da
superstição, e seu protetor; defensor vigoroso do cristianismo, e seu
corruptor; enérgico e irresoluto; a quem a Bíblia deve muito, e de quem sofreu
muito." Não
concordamos que a Bíblia deve alguma coisa a Orígenes, mas não há nenhuma
dúvida que sofreu muito em suas mãos. Seguem algumas estranhas doutrinas de
Orígenes:
1. Ele negou a infalível inspiração das Escrituras.
2. Ele rejeitou a historicidade literal dos primeiros capítulos de Gênesis, e
do diabo levando Jesus para uma alta montanha e lhe oferecendo os reinos do
mundo (Will Durant, The Story of Civilization, Vol. III, p. 614). Durant
cita Orígenes: "Quem
é tão tolo para acreditar que Deus, como um agricultor, plantou um jardim no
Éden, e colocou nele uma árvore de vida... de forma que alguém que provou da
fruta obteve conhecimento do bem e do mal? "
3. Ele aceitou o batismo infantil.
4. Ele ensinou a regeneração batismal e a salvação pelas obras. “Após estes pontos, é ensinado
também que a alma, tendo substância e vida própria em si mesma, deve, após sua
partida deste mundo, ser recompensada de acordo com seus méritos. É destinada
para ou obter uma herança de vida eterna e bem-aventurança, se suas ações
tiverem almejado isto, ou ser entregue ao castigo e fogo eterno, se a culpa de
seus crimes a tiver trazido a isto" (Orígenes, citado por W.A. Jurgens, The Faith of the
Early Fathers).
5. Ele acreditava que o Espírito Santo era possivelmente algum tipo de ser
criado. "No
caso dEle [do Espírito Santo], não podemos distinguir claramente se Ele [o
Espírito Santo] nasceu ou não, ou mesmo se Ele deve ou não deve ser considerado
como um Filho de Deus"
(Orígenes, citado por W.A. Jurgens, The Faith of the Early Fathers).
6. Ele acreditou em uma forma de purgatório e em universalismo, negando o fogo
literal do inferno e crendo que o diabo da mesma maneira poderia eventualmente
ser salvo. “Agora
deixe-nos ver qual é o significado da ameaça com fogo eterno. ... Parece estar
indicado por estas palavras que todo pecador acende para si próprio a chama do
fogo e não é lançado em fogo que foi acendido anteriormente por outra pessoa ou
que já existiu antes dele. ... E quando esta dissolução e violenta separação da
alma terão sido completados por meio da aplicação do fogo, sem nenhuma dúvida
será posteriormente solidificado em uma estrutura mais firme e em uma
restauração de si mesma”
(Orígenes, citado por W.A. Jurgens, The Faith of the Early Fathers).
7. Ele acreditava que as almas dos homens são pré-existentes e que estrelas e
planetas possivelmente têm almas. "Porém, com respeito ao sol, e a lua e as
estrelas, se eles são seres vivos ou estão sem vida, não há nenhuma tradição
clara" (Orígenes,
citado por W.A. Jurgens, The Faith of the Early Fathers).
8. Ele acreditava que Jesus foi um ser criado e não um ser eterno. "Ele teve uma visão aberrante
a respeito da natureza de Cristo, [visão esta] que deu origem à posterior
heresia de Ariano "
(Encyclopedia of Christian Apologetics, "Origen"). Que
Orígenes acreditou que Jesus Cristo teve uma origem é evidente nesta
declaração: "Secundariamente,
aquele Jesus Cristo, que veio, nasceu do Pai antes de todas as criaturas; e,
depois disso, Ele serviu ao Pai na criação de todas as coisas -- porque, por
intermédio dEle [de Cristo], todas as coisas foram feitas" (Orígenes, citado por W.A. Jurgens, The
Faith of the Early Fathers).
9. Ele negou a ressurreição do corpo, afirmando que ele é esférico, imaterial e
não possui os membros. “Ele
negou a tangível natureza física do corpo ressurreto, em claro contraste com o
ensino das Escrituras”
(Encyclopedia of Christian Apologetics, “Origen”)”. Devido a esse
ensino, ele [Orígenes] foi condenado pelo Concílio de Constantinopla.
10. Ele alegorizou o ensino da Bíblia dizendo: “As Escrituras têm pouca utilidade
para esses que a conhecem literalmente.” Nisto ele foi um dos pais do herético método amilenarista
de interpretação profética, o qual foi ainda mais desenvolvido por Agostinho e
mais tarde adotado pela Igreja Católica Romana. Isso destrói as doutrinas
apostólicas da iminência do retorno de Cristo (Mt. 24:42, 44; 25:13; Mc. 13:33),
e da tribulação literal, e do reino milenar. Também anulou o cumprimento
literal das promessas de Deus para Israel, e preparou o palco para os séculos de
perseguição aos judeus pela Igreja Católica Romana [levando ao feroz ódio
anti-sionista de Lutero, e este ao sanguinário ódio do Nazismo, que andará
submerso mas vivo em muitas igrejas amilenaristas. Nota de Hélio].
1. Eusébio ajuntou uma coleção dos escritos de Orígenes e promoveu seus ensinos
cheios de erros: “Sempre
que existe prova de que Orígenes e sua escola deterioraram a corretude do texto
[da Bíblia], na mesma extensão fica claro que Eusébio aceitou e perpetuou
aquele malefício [à Bíblia]”
(Discussions, de Robert Lewis Dabney, I, p. 387).
2. Constantino o Grande, que uniu igreja e estado no império romano (e que,
portanto, lançou os fundamentos para o estabelecimento da Igreja Católica
Romana) contratou Eusébio para produzir alguns Novos Testamentos em grego. Frederick Nolan e outras autoridades têm denunciado Eusébio por ter [propositadamente]
produzido muitas adulterações no texto da Escritura. “Tal como é aparente que Eusébio
não desejava o poder, do mesmo modo pode ser mostrado que ele tinha o desejo e
propósito de fazer aquelas adulterações no texto sagrado das quais eu tenho
ousado acusá-lo.” (Nolan, Inquiry into the
Integrity of the Greek Vulgate, p. 35).
3. Muitas das [mais]
notadas omissões nas modernas versões [da Bíblia] podem ser rastreadas
retroativamente até este período, inclusive [as omissões de] Marcos 16:9-20 e
João 8:1-11. Depois de intensiva investigação, Frederick Nolan concluiu que
Eusébio [propositadamente] “suprimiu
aquelas passagens em sua edição.”
(Nolan, p. 240). De fato, muitas autoridades textuais têm identificado Vaticanus
e Sinaiticus, os manuscritos tão reverenciados pelos modernos críticos
textuais, como duas cópias do Novo Testamento em grego feito por Eusébio. Esses
manuscritos [de Eusébio] também continham os espúrios escritos apócrifos
“Pastor de Hermas” e “Epístola de Barnabás”. Orígenes tinha considerado
Escritura canônica estes livros não inspirados e fantasiosos (Goodspeed, The
Formation of the New Testament, p. 103).
Jerônimo foi chamado por Damasus, bispo de Roma, para produzir uma Bíblia [a
ser adotada como] padrão em latim. Ela foi completada entre os anos de 383 e
405, e se tornou a Bíblia adotada pela Igreja Católica. Ela é comumente chamada
de Vulgata Latina (vulgata significando comum). O moderno crítico textual Bruce
Metzger diz que os manuscritos gregos usados por Jerônimo “aparentemente pertenceram ao
mesmo tipo de texto Alexandrino”
(Metzger, The Text of the New Testament, p. 76). Isso significa que eram
da mesma família a qual pertencem as versões modernas. Kenion e Robinson também
afirmam isso (Kenyon, The Text of the Greek Bible, p. 88; Robinson, Ancient
Versions of the English Bible, p. 113). Essas versões comumente removem “Deus” de
I Timóteo 3:16 e contém muitas outras corrupções. Jerônimo foi profundamente
infectado com falsos ensinos:
1. Jerônimo seguiu os falsos ensinos do ascetismo, crendo que o estado de
celibato era espiritualmente superior ao do casamento. Ele [Jerônimo] exigia
que os líderes de igrejas não se casassem. James Heron, autor de The
Evolution of Latin Christianity (“A Evolução do Cristianismo Latino”),
observou que “nenhum
indivíduo sozinho fez tanto [quanto Jerônimo] para fazer o monasticismo popular
nos mais altos graus da sociedade” (Heron, 1919, p. 58).
2. Jerônimo acreditava na veneração de “relíquias sagradas” e de ossos de
cristãos mortos (Heron, pp. 276, 77).
3. Jerônimo “desempenhou
um papel de liderança e muita influência em ‘abrir as comportas para a prece
aos santos’, ensinando “distinta e enfaticamente que os santos no céu ouvem as
orações dos homens na terra, intercedem por eles, e lhes enviam ajuda do céu” (Heron, pp. 287, 88).
4. Jerônimo ensinou que Maria foi a contraparte de Eva, do mesmo modo que
Cristo foi a contraparte de Adão; e que, através de sua obediência, Maria tornou-se
instrumento de auxílio para redenção da raça humana (Heron, p. 294). Ele também
ensinou que Maria foi perpetuamente virgem (Heron, pp. 294, 95).
5. Jerônimo acreditava na água benta (Heron, p. 306).
6. “Jerônimo
justificou a morte como penalidade para ‘heréticos’ ” (Heron, The Evolution of Latin
Christianity, p. 323).
O espírito e caráter de Jerônimo é descrito, até mesmo por um historiador que
teve grande respeito por ele, com estas palavras: “tal irritabilidade e amargura de
temperamento, tal veemência de paixão descontrolada, tal intolerância e
espírito perseguidor, e tal inconstância de conduta” (Schaff, History of the Christian
Church, III, p. 206).
É óbvio que Jerônimo tinha absorvido muitas dos falsos ensinos e atitudes que
eventualmente se tornaram os entrincheirados dogmas e práticas da Igreja
católica romana.
Ambrósio foi bispo de Milão, Itália, entre 374-397. Por causa de sua grande
dedicação a muitas das primeiras heresias doutrinárias, seus escritos tiveram aceitação
pelos papas em concílios católicos. Ambrósio teve uma forte influência sobre Agostinho.
A Igreja Católica o fez um santo e um doutor da igreja.
1. Ambrósio usou o método alegórico-místico de interpretação da Bíblia, tendo
sido influenciado por Orígenes e Filo.
2. Ele ensinou que os cristãos devem ser devotos de Maria, encorajou o
monasticismo, e creu nas preces dirigidas aos santos
3. Ele acreditava que a igreja tem o poder para perdoar pecados.
4. Ele acreditava que a ceia do Senhor é um [re-] sacrificar do Cristo.
5. Ele ensinou que a virgindade é mais santa que o casamento. E, sempre que
possível, encorajou jovens mulheres a não casarem. Seu ensino sobre isso ajudou
a pavimentar o caminho para o sistema monástico católico.
6. Ele ofereceu preces dirigidas aos mortos.
Agostinho foi contaminado com muitas falsas doutrinas e ajudou a lançar o
fundamento para a formação da Igreja Católica Romana. Por esta razão Roma lhe
presta honraria como um dos “doutores da Igreja”.
1. Ele foi um perseguidor e o pai da doutrina da perseguição na Igreja
Católica.
O historiador Neander observou que os ensinos de Agostinho “continham a semente de um sistema
completo de despotismo espiritual, intolerância e perseguição, chegando a igualar
a corte da Inquisição.”
Agostinho instigou perseguições contra crentes donatistas que estavam lutando
para manter as igrejas puras após a era apostólica. Ele interpretou Lucas 14:23 (“força-os a entrar”) como
significando que Cristo requeria que as igrejas usassem a força contra os
heréticos.
2. Ele foi o pai do amilenarismo, alegorizando a profecia bíblica, e ensinando
que a Igreja Católica é o Reino de Deus.
3. Ele ensinou que os sacramentos são um meio de salvação
4. Ele foi um dos pais do batismo infantil. O ‘concílio’ de Mela, na Numídia,
em 416 d.C, composto de meramente quinze pessoas e presidido pelo próprio Agostinho,
decretou: “Igualmente,
esse é o desejo- ordem bispos: que qualquer que negar que infantes recém
nascidos de suas mães devem ser batizados, ou que disser que o batismo é
administrado para remissão de seus próprios pecados mas não por causa do pecado
original passado desde Adão e a ser expiado pela pia [batismal] da regeneração,
seja MALDITO”.
5. Ele ensinou que Maria nunca cometeu nenhum pecado, e promoveu sua adoração.
Ele acreditava que Maria representava uma vital papel na salvação (Agostinho,
Sermon 289, citado in Durant, The Story of Civilization, 1950, IV, p.
69).
6. Ele acreditava no purgatório.
7. Ele aceitou a doutrina do “celibato” para “padres”, apoiando o decreto do “Papa”
Siricius de 387, o qual ordenou que qualquer padre que casasse ou recusasse se
separar de sua esposa deveria ser disciplinado.
8. Ele exaltou a autoridade da igreja sobre a Bíblia, declarando, “eu não creria no evangelho a não
ser que eu fosse movido a fazer assim pela autoridade da Igreja Católica” (citado pelo Papa João Paulo II, Augustineum
Hyponensem, Apostolic Letter, Aug. 28, 1986, www.cin.org/jp2.ency/augustin.html
).
9. Ele acreditava que a verdadeira interpretação das Escrituras foi derivada da
declaração dos concílios da Igreja (Agostinho, De Vera Religione, xxiv,
p. 45).
10. Ele interpretou os primeiros capítulos de Gênesis figuradamente (Dave Hunt,
"Calvin and Augustine: Two Jonahs Who Sink the Ship," em “Debating
Calvinism: Five Points, Two Views, por Dave Hunt e James White”,
2004, p. 230).
11. Ele ensinou que Deus pré-ordenou alguns para salvação e outros para condenação,
e que a graça de Deus é irresistível para o verdadeiro eleito. O próprio
Calvino admitiu, no século 16, que ele derivou sua teologia TULIP de “A Soberania
de Deus” de Agostinho. Ele disse: “Se eu fosse inclinado a compilar um volume completo
de Agostinho, eu poderia facilmente mostrar a meus leitores que eu não necessito
de nenhuma palavra [minha], mas somente das dele [de Agostinho].” (Calvin, Institutes of the Christian
Religion, Livro III, Cap. 22).
12. Ele ensinou a heresia da sucessão apostólica desde Pedro (Hunt, ibid., p.
230).
Crisóstomo foi um líder em Antioquia, na parte grega que está separada da
Igreja Católica de hoje, e ele tornou-se “patriarca” de Constantinopla no ano
398.
1. Ele acreditava na “real presença” [células de carne e olhos e hemácias e
leucócitos e ossos etc., de Cristo] na missa; que o pão literalmente
tornar-se-ia Jesus Cristo.
2. Ele ensinou que a tradição da igreja pode estar em mesmo nível de autoridade
que as Escrituras.
Cirilo foi o “patriarca” de Alexandria e apoiou muitos erros que levaram à
formação da Igreja Católica.
1. Ele promoveu a veneração a Maria e a chamou de “Theotokos”, isto é, aquela
que deu à luz Deus [deu-lhe existência].
2. Em 412, Cirilo instigou a perseguição contra os cristãos donatistas.
UM ALERTA DO PODER DOS PAIS DA IGREJA EM LEVAR A ROMA
Tendo visto algumas das heresias que fermentaram os “pais da Igreja”, não é
surpreendente que um estudo não-crítico de seus escritos possa levar a Roma. É
para lá que todos eles [os “pais da Igreja”] encaminhavam! E nós temos somente
olhado para os mais doutrinariamente corretos dos “pais da Igreja.”!
No século 19, JOHN HENRY NEWMAN (1801-1890) caminhou para dentro da
Igreja Católica Romana através da porta dos pais da Igreja. Newman, um sacerdote
anglicano e um dos líderes do Movimento Oxford na Igreja da Inglaterra, é um
dos mais famosos protestantes convertidos a Roma. Ele disse que dois dos
fatores de sua conversão foram sua fascinação com os pais da Igreja e seu
estudo da vida dos “santos ingleses”, referindo-se aos místicos católicos tais
como Joan de Norwich. Ele [Newman] se converteu a Roma em 1845, e foi feito
cardeal pelo papa Leão XIII em 1879. Nos últimos dias muitos estão seguindo a conduta
de Newman.
SCOTT E KIMBERLY HAHN, presbiterianos que se juntaram à Igreja Católica
Romana, foram influenciados pelos pais da Igreja. Em sua influente
autobiografia, Rome Sweet Rome, (“Roma, Doce Roma”), Kimberly recorda
como Scott estudou os “pais da Igreja” quando ele ainda era um ministro
presbiteriano. “Scott
ganhou muita compreensão a respeito dos primeiros pais da Igreja, alguns dos
quais ele usou em seus sermões. Isso foi muito inesperado para nós ambos,
porque quase nunca tínhamos lido sobre os primeiros pais da Igreja, quando
estávamos no seminário. De fato, em nosso último ano nós tínhamos reclamado em
alto e bom som para amigos contra uma possível infiltração do Romanismo, quando
um curso a respeito dos primeiros pais da Igreja foi oferecido por um sacerdote
anglicano. Porém, aqui estava Scott citando tais pais em seus sermões! Uma
noite Scott veio de seu estudo e disse: ‘Kimberly, eu tenho que ser honesto. Eu
não sei por quanto tempo nós ainda estaremos sendo presbiterianos. Nós deveríamos
nos tornar Episcopalianos.”
(Rome Sweet Rome, p. 56).
De fato, eles se tornaram católicos romanos, e a influência dos “pais da Igreja”
na decisão deles é óbvia.
Em 1985, THOMAS HOWARD veio a se tornar outro famoso protestante que se
converteu a Roma. Em 1984, em seu livro, Evangelical Is Not Enough, (“[Ser]
Evangélico Não É o Bastante”), Howard conclamou os evangélicos a estudarem os pais
da Igreja. Howard foi professor no Gordon College por quinze anos, e é de uma
proeminente família de evangélicos. Seu pai, Philip, foi editor do Sunday
School Times; seu irmão David Howard foi líder da World Evangelical Fellowship;
e sua irmã Elisabeth casou-se com o famoso missionário Jim Elliot, que foi
martirizado pelos índios Auca no Equador.
Os livros Surprised by Truth (“Surpreendido pela Verdade”), editado por
Patrick Madrid, e The Road to Rome (“A Estrada para Roma”), editado por
Dwight Longenecker, e Journeys Home (“Jornadas [de Regresso] ao Lar”), editado
por Marcus Grod, contêm muitos exemplos desse fenômeno. Um dos testemunhos é de
SHARON MANN, que diz:
“Eu comecei
a ler os primeiros pais da Igreja e compreendi o que qualquer um deles cria:
eles seguramente não eram protestantes. Temas católicos apimentam as vistas da
história da igreja. Eu não posso negar isso...” (Journeys Home, 1997, p. 88).
Isso é verdade, é claro. Temas católicos apimentam a paisagem dos “pais da
Igreja”. O que ela deveria ter entendido é que eles [os “pais”] não eram
doutrinariamente sadios, e absolutamente não tinham [nenhuma] autoridade. Por
tudo o que eles [os “pais da Igreja”] foram, não podem ser nossos exemplos e
guias. Ela [Sharon Mann] deveria os ter comparado com a infalível verdade da
Bíblia, e deveria os ter rejeitado como heréticos.
Ao invés disso, ela permitiu aos “pais da Igreja” atiçarem sua curiosidade
sobre o Catolicismo Romano, e foi acabar em uma missa. Nesse lugar, ela teve
uma poderosa experiência emocional quando a multidão se ajoelhou para
idolatricamente “adorar” a sagrada hóstia em seu cortejo na “custódia”. Ela
começou a chorar e sua garganta ficou apertada. Ela disse:
“Se o Senhor
estava verdadeiramente passando tão perto, então eu anelava adorá-lo e
venerá-lo, mas se Ele não estivesse verdadeiramente passando eu temeria ser
idólatra. Naquele fim de semana tive uma poderosa impressão sobre meu coração,
e encontrei a mim mesma em falta de bons argumentos para permanecer
protestante. Meu coração anelava que eu me tornasse católica e fosse restaurada
à unidade com toda a cristandade.” (Journeys Home, p. 89).
Quando ela fala à respeito do Senhor passando próximo, ela se refere à doutrina
católica que a bolacha ou hóstia da missa torna-se o real corpo e sangue de
Jesus quando ela é abençoada pelo padre e, depois disso, ela é adorada como o
próprio Jesus. Seguindo-se à missa, a hóstia é colocada em uma caixa chamada
tabernáculo e os católicos rezam a ela. A hóstia é o Jesus católico.
Roger Oakland descreve uma experiência que teve em Roma na festa de
Corpus Christi quando o papa Bento XVI a celebrou na basílica da Catedral de
Maria:
“Finalmente,
depois de eu ter estado quase três horas de pé esperando, o papa e seu séqüito
chegaram. O papa estava carregando o Jesus Eucarístico na custódia. Cedo do dia,
durante a missa na basílica de São Pedro, esse Jesus foi transportado para a basílica
de São João, para outra cerimônia. Finalmente, para o final, o papa transportou
Jesus para a Catedral de Maria. O papa pegou a custódia, subiu os degraus da
igreja, e segurou Jesus bem alto, para as massas verem. Esse Jesus foi posto em
um altar temporariamente ereto no topo dos degraus. Um cardeal então abriu a
janela de vidro da custódia, removeu a bolacha consagrada (Jesus) e
diligentemente o colocou no interior da igreja, onde pôs Jesus dentro de um
tabernáculo. Essa experiência deu-me um soluçante lembrete de que isso é uma
terrível apostasia.”
(Faith Undone, p. 126).
Madre Teresa exemplifica isso. Ela declarou claramente que seu Cristo
era o biscoito da missa. Considere as seguintes citações de seu discurso para o
Worldwide Retreat for Priests (“Retiro Mundial para Sacerdotes”), em outubro
de 1984, na cidade do Vaticano:
“Eu me
lembro de alguns anos atrás, quando o presidente do Iêmen nos solicitou o envio
de algumas de nossas irmãs para seu país. Eu respondi que isso era difícil
porque durante muitos anos não tivemos autorização para nenhuma capela no Iêmen
realizar uma missa pública, e ninguém tinha autorização para funcionar
publicamente nesse país como um padre. Eu expliquei que eu queria enviar irmãs,
mas o problema era que, sem um padre, sem Jesus indo com elas, nossas irmãs não
poderiam ir a lugar algum. Parece que o presidente do Iêmen teve algum tipo de
consulta, e a resposta que veio de volta para nós foi, ‘sim, você pode enviar
um padre com as irmãs!’ Eu fiquei tão comovida com o pensamento que SOMENTE
QUANDO O PADRE ESTÁ ALI NÓS PODEMOS TER NOSSO ALTAR E NOSSO TABERNÁCULO E NOSSO
JESUS. SOMENTE O PADRE PODE PÔR JESUS ALI PARA NÓS.” (Madre Teresa, citada em Be Holy: God's First Call to Priests Today (“Sede Santos: O Primeiro Chamado de
Deus para os Sacerdotes de Hoje”), editado por Tom Forrest, C.Ss.R., 1987, p.
109).
“Um dia ela
(uma garota trabalhando em Calcutá) veio, pôs seus braços em volta de mim e
disse, ‘eu encontrei Jesus.’... ‘E o que exatamente você estava fazendo quando
o encontrou?’ Eu perguntei. Ela respondeu que depois de 15 anos tinha
finalmente ido à confissão e recebido a Santa Comunhão das mãos de um padre.
Sua face estava mudada e ela estava sorrindo. Ela estava uma pessoa diferente porque
O PADRE LHE TINHA DADO JESUS [a bolacha, para ela engolir]” (Madre Teresa, Be Holy: God's First
Call to Priests Today, p. 74).
É uma grande cegueira espiritual se pensar que o Senhor Jesus pode ser adorado
legitimamente na forma de uma bolacha da farinha de trigo!
O mais recente convertido a Roma é FRANCIS BECKWITH, primeiro presidente
da Evangelical Theological Society. Em maio de 2007 ele ofereceu sua renúncia
da organização após converter-se a Roma. Sua jornada para Roma foi despertada
pela leitura dos pais da Igreja. Ele disse: “Em janeiro, por sugestão de um
querido amigo, eu comecei a ler os primeiros pais da Igreja bem como alguns dos
mais sofisticados trabalhos em justificação de autores católicos. Eu fiquei
convencido de que os primeiros pais da Igreja eram mais católicos do que
protestantes...” ("Evangelical
Theological Society President Converts," The Berean Call, May 7,
2007).
Novamente, ele está correto em observar que os primeiros pais da Igreja eram
muito parecidos com os católicos, mas isso nada prova. A verdade não é
encontrada nos pais da Igreja, mas na própria Bíblia.
*** *** *** *** ***
Este artigo é um sonoro alerta para os que têm ouvidos para ouvir a verdade.
Não precisamos estudar os “pais da Igreja”. [Somente] precisamos ter a certeza
de que somos nascidos de novo e que temos a habitação do Espírito Santo como
nosso professor,
“E a unção que vós recebestes dele, fica em vós,
e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção
vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos
ensinou, assim nele permanecereis.” (1Jo 2:27 ACF).
Também precisamos estudar a Bíblia diligentemente e caminhar bem junto de Cristo e ficar tão profundamente enraizados na verdade que não poderemos ser desviados pelas ciladas do diabo e por toda o vento impetuoso de erro que está assoprando em nossos dias.
“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente.” (Ef 4:14 ACF).
David Cloud
Traduzido por Edmilson de Deus Teixeira, 2008.
Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da
SBTB). As ACF
e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948,
não a SBB-1995)
são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar,
pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753),
fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente
preservada
(e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).
(Copie e distribua ampla mas gratuitamente, mantendo o nome do autor e pondo link para esta página de http://solascriptura-tt.org)